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Área de soja na Região Centro-Oeste dobrou em 11 anos

A principal cultura da agropecuária brasileira teve forte crescimento

23 Dez2018Da redação16h32

A área colhida de soja no Centro-Oeste, principal cultura da agropecuária brasileira, praticamente dobrou em 11 anos, passando de 7,730 milhões de hectares, em 2006, para 14,148 milhões de hectares, em 2017. No ano passado, o Centro-Oeste respondeu por 46,4% da área colhida com soja no País, conforme a análise geográfica dos dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgada nesta quarta-feira, 19 de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O órgão já havia divulgado os primeiros dados do Censo Agropecuário 2017 em julho passado. Agora, disponibilizou um conjunto de 52 pranchas, na Plataforma Geográfica Interativa, que integram o caderno temático Geografias da Agropecuária Brasileira – Uma Visão Territorial dos Resultados Preliminares do Censo Agropecuário 2017.

 Os dados preliminares informados em julho já haviam apontado que a fronteira agropecuária avançou em 16,573 milhões de hectares do território nacional entre 2006 e 2017, área equivalente aos territórios somados de Portugal, Bélgica e Dinamarca.

 A expansão ocorreu de forma desigual: Pará e Mato Grosso tiveram os maiores aumentos de áreas agrícolas, enquanto, no Nordeste, houve perda de 9,9 milhões de hectares. Em julho, o IBGE explicou que a redução na área destinada à agropecuária no Nordeste poderia estar relacionada à seca prolongada.

 A análise geográfica divulgada nesta quarta-feira cita Ceará e Rio Grande do Sul para demonstrar a desigualdade na expansão da fronteira agrícola. No Estado nordestino, houve retração da área ocupada: em 2006, 53,0% do território eram ocupados por estabelecimentos agropecuários, enquanto, em 2017, a proporção caiu para 46,3%.

Já o número de estabelecimentos aumentou em 33.300 estabelecimentos. “Isso indica uma significativa desconcentração do território utilizado, ou seja, mais produtores agropecuários usando uma área menor”, diz a nota divulgada pelo IBGE.

 No Rio Grande do Sul, o movimento foi ao contrário. A porção do território estadual apropriado por estabelecimentos agropecuários passou de 76,0%, em 2006, para 77,0%, em 2017, só que o número de estabelecimentos caiu 17,3% no mesmo período.

 Segundo o IBGE, o caderno temático Geografias da Agropecuária Brasileira – Uma Visão Territorial dos Resultados Preliminares do Censo Agropecuário 2017 traz 151 mapas e 135 gráficos elaborados a partir dos dados preliminares do Censo Agropecuário 2017.

 Os mapas incluem a localização de todos os estabelecimentos agropecuários, bem como a distribuição geográfica dos principais produtos agrícolas, como soja, milho, cana de açúcar, café, arroz, feijão e mandioca. Na Plataforma Geográfica Interativa do IBGE na internet, é possível acrescentar e manipular camadas de informações nos mapas, como a malha das rodovias e ferrovias.

 

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