Menu
26 de junho de 2019 • Ano 8
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Safra

Área de soja na Região Centro-Oeste dobrou em 11 anos

A principal cultura da agropecuária brasileira teve forte crescimento

23 Dez2018Da redação16h32

A área colhida de soja no Centro-Oeste, principal cultura da agropecuária brasileira, praticamente dobrou em 11 anos, passando de 7,730 milhões de hectares, em 2006, para 14,148 milhões de hectares, em 2017. No ano passado, o Centro-Oeste respondeu por 46,4% da área colhida com soja no País, conforme a análise geográfica dos dados preliminares do Censo Agropecuário 2017, divulgada nesta quarta-feira, 19 de dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O órgão já havia divulgado os primeiros dados do Censo Agropecuário 2017 em julho passado. Agora, disponibilizou um conjunto de 52 pranchas, na Plataforma Geográfica Interativa, que integram o caderno temático Geografias da Agropecuária Brasileira – Uma Visão Territorial dos Resultados Preliminares do Censo Agropecuário 2017.

 Os dados preliminares informados em julho já haviam apontado que a fronteira agropecuária avançou em 16,573 milhões de hectares do território nacional entre 2006 e 2017, área equivalente aos territórios somados de Portugal, Bélgica e Dinamarca.

 A expansão ocorreu de forma desigual: Pará e Mato Grosso tiveram os maiores aumentos de áreas agrícolas, enquanto, no Nordeste, houve perda de 9,9 milhões de hectares. Em julho, o IBGE explicou que a redução na área destinada à agropecuária no Nordeste poderia estar relacionada à seca prolongada.

 A análise geográfica divulgada nesta quarta-feira cita Ceará e Rio Grande do Sul para demonstrar a desigualdade na expansão da fronteira agrícola. No Estado nordestino, houve retração da área ocupada: em 2006, 53,0% do território eram ocupados por estabelecimentos agropecuários, enquanto, em 2017, a proporção caiu para 46,3%.

Já o número de estabelecimentos aumentou em 33.300 estabelecimentos. “Isso indica uma significativa desconcentração do território utilizado, ou seja, mais produtores agropecuários usando uma área menor”, diz a nota divulgada pelo IBGE.

 No Rio Grande do Sul, o movimento foi ao contrário. A porção do território estadual apropriado por estabelecimentos agropecuários passou de 76,0%, em 2006, para 77,0%, em 2017, só que o número de estabelecimentos caiu 17,3% no mesmo período.

 Segundo o IBGE, o caderno temático Geografias da Agropecuária Brasileira – Uma Visão Territorial dos Resultados Preliminares do Censo Agropecuário 2017 traz 151 mapas e 135 gráficos elaborados a partir dos dados preliminares do Censo Agropecuário 2017.

 Os mapas incluem a localização de todos os estabelecimentos agropecuários, bem como a distribuição geográfica dos principais produtos agrícolas, como soja, milho, cana de açúcar, café, arroz, feijão e mandioca. Na Plataforma Geográfica Interativa do IBGE na internet, é possível acrescentar e manipular camadas de informações nos mapas, como a malha das rodovias e ferrovias.

 

Veja Também

Ministra defende fim do protecionismo dos países desenvolvidos
Mercado ilegal de agroquímicos
Ministério da Agricultura vai aperfeiçoar o Garantia-Safra
Plano Safra terá R$ 225,59 bilhões em créditos para agricultores
Campanha de vacinação contra aftosa encerra neste sábado em MS
Governo quer acabar com prazo para cadastro ambiental rural
Fiscais de MS vão ao PR conhecer trabalho de retirada da vacinação contra aftosa
MS tem produção prevista de 9,6 milhões de toneladas de milho
Dia de Campo mostra tecnologias para milho safrinha em São Gabriel
Tereza Cristina quer Brasil com política agrícola definida